Objetivo Currículo Profissional: Como Preencher?

 A preparação de um currículo é a hora na qual o profissional precisa apresentar tudo o que tem de mais interessante. As suas habilidades principais são as coisas que todos mais se preocupam em apresentar, mas também é importante determinar claramente outro tópico: é o do objetivo profissional.

Um erro de quem manda currículos é não dar toda a atenção devida a essa parte, inclusive por achar que os recrutadores observarão somente a formação acadêmica ou as experiências.

No entanto, qualquer coisa que se coloca em um currículo vai ser observada com atenção pelos Recursos Humanos, até mesmo um endereço de e-mail. Dessa maneira, refletir sobre quais são os tipos de vagas que se quer disputar é muito importante, não se indicando misturar diversas funções.

Por que a área “objetivo profissional” precisa ser bem preenchida?

Os currículos mandados para qualquer plataforma Trabalhe Conosco ou e-mails são inseridos em uma espécie de depósito que é conhecido como banco de talentos. A cada vez que alguma vaga fica à disposição, os profissionais dos Recursos Humanos começam a pesquisar nesse banco de talentos quais são os indivíduos que se encaixam naquela função e eles utilizam exatamente o “objetivo profissional” para isso.

Uma empresa que está precisando de analista de Marketing, por exemplo, utilizará esse tipo de filtro quando estiver no banco de talentos: dessa maneira, qualquer um que tiver colocado esse objetivo no seu currículo será visto e, de acordo com a impressão do recrutador, estará nas etapas do recrutamento.

Como decidir o que colocar no objetivo profissional?

O candidato terá de combinar uma autoanálise e as suas qualificações comprovadas. Dessa forma, não basta que o indivíduo seja criativo, por exemplo, para que ele coloque “analista de Marketing” no seu currículo: para essas vagas, é sempre solicitado o curso superior adequado.

Por outro lado, uma pessoa que fez faculdade de Pedagogia poderia colocar “professora” no objetivo profissional. No entanto, se ela não tiver perfil para tratar com crianças, é melhor que opte por “orientadora educacional”, por “coordenadora pedagógica”, etc. Dessa maneira, fica claro como é preciso que os candidatos conheçam suas qualificações e que também leve em conta que tipo de habilidades possuem.

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Erros de quando se coloca o objetivo profissional no currículo

 

Uma vez que esse é um campo bem curto no currículo, não se tem tanta possibilidade de erro. Contudo, existe um que muitos profissionais cometem, que é escrever muitos cargos no mesmo currículo.

É claro que existem cursos superiores que permitem que se tenham diversas funções: quem faz o curso de Letras, por exemplo, pode ser redator, pode ser professor, revisor e uma série de outras coisas. No entanto, colocar todas essas possibilidades em um único currículo dá a impressão de que o candidato está “tentando qualquer coisa”, ou seja, que ele não tem nenhum foco.

Por isso, é preciso que o candidato combine apenas duas funções, no máximo. Por exemplo: ele pode colocar professor de Português ou Inglês, demostrando à escola que pode lecionar as duas disciplinas. Note-se que, mesmo sendo duas funções, ambas são para docentes. Isso faz com que o objetivo profissional não se torne bagunçado.

É natural que os profissionais queiram se candidatar a diversos cargos, especialmente quando a sua formação propicia isso. Porém, é preciso que a organização sempre seja lembrada e a melhor maneira de fazer isso é criar mais de um currículo. Retomando o exemplo de uma pessoa que estudou Pedagogia, ela pode criar um currículo onde o objetivo profissional seja “diretora”, fazendo um segundo onde conste “coordenadora pedagógica”, etc.

 

“À disposição da empresa”: é uma boa ideia colocar esse tipo de frase?

 

Enquanto existem pessoas que podem colocar diversos objetivos profissionais no seu currículo, há outras que não têm nenhuma ideia de que função poderiam desempenhar. Geralmente, isso acontece quando o candidato está há bastante tempo sem trabalhar ou quando ele não tem formação específica, além de casos em que a pessoa simplesmente quer trabalhar naquela empresa, mas não tem qualquer cargo determinado em vista.

Colocar “à disposição da empresa” é uma coisa comum, mas alguns gestores de Recursos Humanos poderão identificar isso como falta de determinação. Afinal, se o indivíduo nem mesmo sabe para em que cargo ele poderia estar, como pode desejar trabalhar?

Ao ver essa frase no objetivo profissional, alguns recrutadores também podem entender como certa “preguiça”: afinal, porque o candidato nem mesmo buscou que tipo de oportunidades poderiam estar abertas naquele período na empresa, por exemplo? Cabe lembrar que a iniciativa é sempre uma das coisas que os gestores notam e que é vista como diferencial quando se seleciona quem estará no processo seletivo e até no cargo.

Com tudo isso, é melhor que o candidato vá até o site da empresa pela qual se interessa e consulte o Trabalhe Conosco. Muitas vezes, vê-se por lá que vagas estão abertas e, dessa forma, pode-se colocá-las no objetivo profissional, desde que a pessoa esteja nos requisitos.

 

Cuidados gerais com o currículo

 

Além da parte da redação do currículo, em especial do objetivo profissional, os candidatos têm de ser cuidadosos com relação ao todo. Primeiramente, o currículo será impresso ou será digital? Se ele for digital, será por meio da plataforma da empresa ou feito em PDF ou em Word?

Quando o cadastro do currículo é via Trabalhe Conosco, as empresas pedem numerosos documentos, até mesmo o úmero do CPF. Apesar de elas poderem fazer uma pesquisa de antecedentes criminais e coisas relacionadas, esse documento tem a finalidade principal de permitir que um login seja criado.

As informações que o candidato põe no currículo não devem ser desatualizadas e não se trata apenas de dados de contato, mas até de cursos: deixar de citar algum curso recente que se tenha realizado é um ponto negativo. Aliás, quanto mais cursos recentes o candidato puder mencionar, melhor.

Nos currículos feitos com PDF ou com Word, nunca se deve incluir qualquer desenho, nem mesmo as formatações que sejam chamativas, excluindo-se inclusive margens.

 

 

 

 

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